quinta-feira, agosto 31, 2006

som amor

conclui-se que:
eu mais você vezes nós mais um canto dividido por nosso discos multiplicado por nosso vinhos mais alguns papos soltos a raiz de nosso filmes vezes nossa vida.


O amor não dá pra contar

in stant

Me perguntaram sobre o belo
Logo pensei mas não respondi.

Belo...

Belo é o silêncio
que brilha
quando estamos cara a cara


Te vi

terça-feira, julho 18, 2006

Laifegoeson & os reis da conveniência

Love is no big truth
Driven by our genes,
we are simple selfish beings
A symphony that's you
Joyously awaking the ignorant
and sleeping.

sexta-feira, julho 14, 2006

La se foi

as curas se convém;

- Rita, você, que aparenta ser tão doce e dura,
o que traria de novo para o mundo agora?

- Eu? Tem certeza? Já passou da minha hora de responder perguntas.
Estou pelos olhares e gestos e pelo acaso da música.

- Mas Rita... tente falar algo novo, que quebre com nosso marasmo.
Esse vinho que não desce de tão seco. Essa tinta que não sai, enfim, volte a falar frases com sentido, não gosto de te ver tão destraída, descasada, fudida.


- Tá bom, ... Eu traria de novo para o mundo o maravilhoso dom de se tele-trans portar.

- Ai que sem graça, só essa utopia ridícula?

- Ok. Vou vou falar:

Vá você se foder!
como sempre quis te desejar.
Tome consciência da sua inquietação.
Não me chame mais pra passeios lúdicos, não reclame do meu jeito nem de minhas cenas mudas e "tal e coisa e coisa e tal".
Sou a coceira no teu ouvido, o espinho da rosa no centro da tua testa, e
mil outras coisas bonitas de se falar, sou teu tudo e teu nada. Entendeu?
Porque pouco me importa se não gostou.
Bem pouco me interessa o que vamos fazer a partir de agora..
saia cantando, se caia no mundo
no momento não é possível entrar no mar.
a cruzada é densa quando não há nada a cativar,
te vira.

Não gosto de vê-lo tão vazio.
Não tenho saco de te ocupar.

sexta-feira, maio 26, 2006

Te vi

eu que não sabia

aquele abraço me curou

deixou-me boba,
aquecida e solta.

isso que eu falo somente do abraço.
pois foi só o que tivemos.
ontem.

a minha cara de criança,
meus gestos sem medida,
todos os dias.

ve se não te assusta,
assimila.

quarta-feira, abril 26, 2006

Visita de avião

Eu via tudo do lado de cima,
formigas
salas limpas
quadri ângulos
várias cores
ondas lentas
tudo em movimento
sexo e retina
As nuvens,
brancas fumaças
ultrapassadas
esqueceram-se
do dom de molhar
e choveram
escondendo
pedras, sonhos
e o tal Rio.

para completar

Vivo de tudo que canta, vivo nada do que vive. te ouço em todo canto dentro de mim.
tudo que penso é pronto. sentido profundo e aguçado.
me encanto, desmembro e reviro de pensar no que me diz.
Da janela procuro,encontro amores medíocres pensando que sei um pouco de amar, verdade não há,
poesia é sim.
Fecho a porta, os olhos e volto a ouvir o que vem de encontro a mim e a ti.
Pensamento distante sonoro cativo o dourado dos olhos que eu nunca abri.
agradeço teu apreço,teu gosto devagar.
na cidade que moro caminho pensando em te ouvir tocar.
E assim desdobro o martelo do ouvido que bate sem dor
e renasce translúcido do mais puro sentimento que aquece e se transforma,
......................
( fill the blank)

ainda

Meu cabelo ainda não cresceu o tanto que eu queria,
Eu ainda não pago todas as minhas contas
Eu ainda não larguei totalmente a droga do cigarro
ainda não me sarei do jeito que minha alma merecia
ainda quero morar fora durante anos
ainda penso que posso ser melhor quando acordo
sou satisfeita, mas não gosto de gente conformada
sou impulsiva, mas me arrependo em segundos
reprovo intensamente qualquer culpa, mas ainda me consolo junto delas
agradeço sempre pelo o que tenho vivido
eu mando beijos pro Cristo!
ainda não entendo o proibido
ainda não sei como agir diante do que sou quando escrevo
não sei de muita coisa, mas sigo absorvendo
na verdade, eu falo pelos cotovelos
e não sei de nada mesmo.
sei que adorei te ver de branco,
e que prefiro trabalhar quando está chovendo.

domingo, março 19, 2006

daime luz!

Minha canga laranja, suco de fruta de manhã com muita polpa, carinho telepático, sorriso sincero, ver sol nascer.


saiam fora preconceituosos, exbanjadores, seres sem bossa na nova alma.

domingo, dezembro 04, 2005

Rita abre o livro na página 11

é chato não ser transparente mesmo com teu beijo doce. tudo parece estar em descompasso e nem com seus olhos me entendo. isso me incomoda o bastante pra que eu me desencante. pra que eu te engane e me deixe no abraço., também sei que você jogou pedras pra que nada se perdesse por acaso. teu medo é meu e pode também não ser nada; te quero o bastante pra manter aceso nosso espaço;..

para a paixão numero 2

eu sinto que fui luz e passeava pelo cosmos.
estados alterados de consciência. você era meu filho
e me rasgava. eu era sua mãe e te comia.
nos abraçamos em lindo amor. um espiral rosa e roxo subia.
eternizando nossa incestosa união.
eu ainda te amo.
você não.

pensando na rotativa branca.

e passa. nostalgia de uma uva. um bar solto da tijuca. um alguém permanecendo e encucando minha cuca. uma coceira na nuca. uma inquietação no vestido. uma noite mal dormida. outra manhã de desatino. uma foto escondida. eu no seu. tu no semi.
vivo.

terça-feira, novembro 29, 2005

ah tem.

tem um corpo estranho no meu corpo.

eu to com medo que ele peça uso-capião, sabe?
afinal são muito mais de 5 anos residindo livremente, com
liberdades estúpidas e convictas.

O c.e. não pergunta nada, vai usando, deitando, chegando mais perto
e se multiplicando.

defnitivamente, isso não significica que devo mantê-lo junto de mim.
fico braba, puta da cara e não posso negar que faz parte do meu conjunto.
tá acoplado.
mas vai sair antes de entrar na justiça.
eu já devia estar me protejando e documentando as ações do c.e.,
a complicação que ele causa na minha vida, na minha dança.

não posso esquecer que o meu corpo estranho adora cerveja.

outro dia, coloquei nele o apelido de Pança.

=.

tângrito.

tem um casal aqui no vão entre os prédios.
eles devem ser felizes.
espero. esperamos todos.
os dois - imagino que um homem e uma muher- pois ela
se comporta como a fechadura do calabouço e ele como a chave, grande.

agudos, graves, todos.

são gritos longos, curtos, cuspidos.
fazem 3 horas que, de 9 em 9 minutos, novos suspiros e intensidades ecoam.
não que eu esteja sentindo falta, ou preocupada com a vida alheia,
mas fico imaginando crianças sem sono ou velinhos que nem conseguiram dormir.
minha mãe certamente diria: Mas Rita, isto é um abuso!

ouvindo tamanho prazer, logo imaginei tantrismos,
mas nunca pensei que tantra poderia ser assim tão, mas tãoooo
histérico!!

om.

sábado, novembro 12, 2005

Rita grita no vácuo.

oi vazio.
alguém aí?

aqui também não,
apenas ecos no meu ego
tipo petit pois vazado
sem preto nem branco
tudo mesmo aos pedaços.

ando falando demais
dançando de menos
buscando quase nada
parando sem pensar
pensando sem dormir
fechando os olhos sem chave
vivendo de extremos
perdendo cabelos
cultivando rugas.

exagerando enquanto há tempo

sem qualquer reflexão.
nem mesmo sonora.

chora.
ninguém te escuta
nem você;
pobre rica rita.
na lira,
no sereno

a puta
sem postura.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Rita Lira foi ao Bar

chego em casa assim.
sempre assim.
é como uma ansiedade intempestiva.
sabe quando voce reclama da vida?
porque sabe o que não deve se repetir
e repete
e se repete...
inscessantemente,incompletamente.
o bem noscivo.
pra que me disseram que existe essa porcaria deliciosa
mal cheirosa
pervertida
esse acaso descasado
essa métrica desregrada
essa leveza tão pesada;
essa merda boa

de livre arbítrio.

segunda-feira, outubro 31, 2005

tempo.

- Não vai dar tempo , Rita.
Já avisei que não vai dar.

- Ai! Para de ser tão negativa!
que nojo deste mundo pessimista.
Eu tenho meu próprio tempo, me deixa.!

- Mas Rita.. foi você quem me chamou..
a última vez que nos atrasamos você se deu conta
que chegou na metade e de tanto mau-humor
ficou mais de 5 horas sem abrir a boca, lembra? Eu não eu me esqueci!

(São 00h30)

- Ok , você tem razão, vamos de uma vez,
chama o elevador?

(chuva, guarda-chuva, cabelo todo bagunçado, as moedas em 6 compartimentos diferentes, a estação, a última linha)

- Ai deixa eu comprar uma cervejinha antes, vai?

- Voa Rita!!

(foi-se o trem).

silêncio.otimismo.

domingo, outubro 30, 2005

Sunday morning, rain is falling;



É sim. Um novo meio.
Perfeito para agora, tempo em que sinto que não faço nada,
tempo em que me procuro nos bolsos de qualquer um.
Embaixo da toalha de qualquer bar, no verso da sua sola,
suja.